Nova Droga para Tratamento da Hepatite C

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O Food and Drug Administration aprovou na sexta-feira a venda do boceprevir, medicamento da Merck, a primeira droga nova para a hepatite C em 20 anos. A agência está ainda ponderando a aprovação de uma droga similar, o telaprevir, que é esperada em breve. Ambas as drogas são membros de uma nova classe de fármacos para a hepatite chamados inibidores da protease, que bloqueiam uma enzima-chave exigida pelo vírus para se replicar. Elas convertem a hepatite C a partir de uma doença debilitante em uma condição viável para a maioria das pessoas infectadas com o vírus. Boceprevir, que será comercializado pela Merck sob a marca Victrelis, foi aprovado apenas para uso em conjunto com as drogas atuais da hepatite C, peginterferon-alfa e ribavirina.

Em dois ensaios clínicos publicados em Março no New England Journal of Medicine, os pesquisadores descobriram que o boceprevir quase duplicou o número de pacientes que conseguiram o que é conhecido como uma resposta virológica sustentada – com efeito, uma cura – em pacientes novas infecções por hepatite C. Ela triplicou a taxa de resposta daquelas pessoas para quem a terapia antes tinha falhado. O medicamento foi aprovado para ambas as aplicações.

Em pacientes com novas infecções, a combinação de boceprevir, peginterferon-alfa e ribavirina produziu uma supressão virológica sustentada em até 66% dos pacientes, em comparação com uma resposta de apenas 38% nos pacientes que receberam somente peginterferon-alfa e ribavirina. Entre os pacientes em que as terapias anteriores falharam, a combinação produziu uma resposta de 59% em um grupo e uma resposta de 66% em um segundo grupo, em comparação com uma taxa de resposta de 21% naqueles que receberam a terapia atual.

Os efeitos colaterais da terapia de combinação incluem fadiga, anemia, náuseas, dor de cabeça e distorção do gosto.

A Merck ainda não disse quanto as pílulas custarão aos consumidores, mas o custo de atacado para distribuidores será de US$ 1.100 por semana. Seja qual for o custo, ele vai estar no topo dos atuais US$ 28.000 por ano para o peginterferon-alfa e ribavirina. As companhias de seguros devem pagar por isso, no entanto, pois a droga é bastante eficaz.

Via: Los Angeles Times

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