Como a Obesidade se Espalha no Ambiente Social

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As pessoas com quem nos relacionamos podem ter um efeito poderoso sobre o nosso comportamento para melhor ou para pior. Isso vale para a saúde humana e massa corporal também. Quanto mais pesados nossos amigos próximos e familiares são, mais pesados nós podemos ser.

Essa correlação, descrita em 2007 por uma equipe que analisou dados do estudo Framingham Heart Study, está bem estabelecida. Mas como isso se transparece – através de normas comuns, comportamento comum ou apenas ambientes semelhantes – tem sido assunto de muito debate.

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Os autores do estudo de 2007 proporam que as normas sociais compartilhadas entre amigos e parentes podem ser um forte determinante do índice de massa corporal (IMC). E um novo estudo, publicado online no dia 5 de maio, no American Journal of Public Health, sugere como essas forças sociais podem trabalhar. O estudo de mais de 100 mulheres e centenas de seus amigos e familiares, no entanto, sugere que as atitudes sociais não podem ser fundamental na determinação de grupos de obesidade.

“Como antropólogos, assumimos que as normas têm uma forte influência” no IMC, diz Alexandra Brewis, diretora executiva da Escola de Evolução Humana e Mudanças Sociais na Universidade Estadual do Arizona, em Tempe. Ela e seus colegas ficaram surpresos com o pequeno efeito que as normas tiveram no IMC de uma pessoa. Apenas um tipo de dinâmica social parecia desempenhar um papel estatisticamente significante e ele foi de apenas cerca de 20 por cento.

Mas um pequeno efeito não é nenhum efeito, salienta James Fowler, professor da Universidade da Califórnia, da Escola de Medicina de San Diego e da Divisão de Ciências Sociais; e coautor do artigo de 2007 no The New England Journal of Medicine, que descreveu o papel da influência dos laços sociais nas taxas de obesidade. A constatação de que até 20 por cento do status de peso possa ser atribuída s normas sociais, sugere que “pelo menos alguma coisa do que está se espalhando são ideias sobre o tamanho do corpo”. E isso, diz ele, é “incrivelmente emocionante”, como sugere alguns métodos para começar a travar a propagação social da obesidade.

Via: Scientific American

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