Adoçantes artificiais podem aumentar níveis de açúcar no sangue

Gostou deste artigo? Agradeça divulgando:Tweet about this on Twitter0Share on Google+0Share on Facebook0

Adoçante artificial faz mal saúde?

Os adoçantes artificiais são utilizados com muita frequência por pessoas que não podem se dar ao luxo de utilizar açúcar na alimentação, pelos mais diversos motivos, como diabetes.

O problema é que estudos realizados recentemente vêm demonstrado que, na verdade, os adoçantes artificiais podem estar causando o efeito inverso ao desejado por quem o consome.

Adoçante artificial ou açúcar?

Estudo realizado pela revista “Nature” relacionou o uso de adoçantes artificiais a um risco maior de desenvolvimento de intolerância glicose, que nada mais é do que o primeiro estágio da diabetes, quando o organismo não consegue produzir insulina suficiente.

Adoçantes não ajudam no emagrecimento; na verdade, podem ter o efeito inverso

Pesquisadores israelenses realizaram um estudo com pessoas e, também, ratos, os quais consumiam regularmente os três principais tipos de adoçantes: sucralose, aspartame e sacarina. A grande questão é que os adoçantes artificiais não são processados pelo estômago, indo direto para o intestino e comprometendo o equilíbrio da flora intestinal.

Ao “desembarcarem” no intestino, algumas substâncias presentes nos adoçantes artificiais acabam por interagir com um grande ecossistema de bactérias presentes na flora intestinal, induzindo uma “vantagem competitiva” em certos tipos dessas bactérias, desequilibrando esse ecossistema.

No teste com os ratos, o resultado foi surpreendentemente rápido. Consumindo água misturada com três dos adoçantes acima citados foi questão de semanas até que os ratos desenvolvessem intolerância glicose.

Certos tipos de açúcares acabam sendo mais benéficos do que os adoçantes artificiais

No final das contas, existem certos tipos de açúcares naturais que acabam sendo muito mais saudáveis do que os adoçantes artificiais. Açúcares como o mascavo e o demerara possuem mais nutrientes, vitaminas e sais minerais.

O problema é que, na ânsia pelo emagrecimento e com a crença de que qualquer tipo de açúcar é “diabólico” para quem pretende ter um corpo mais afinado, corta-se completamente a ingestão de açúcares naturais, migrando para os adoçantes artificiais.

Segundo nutricionistas, os açúcares de coloração mais branca são mais processados; os de coloração mais escura, são mais próximos do natural e, portanto, são mais saudáveis, por conterem mais vitaminas e sais minerais, não sendo tão prejudiciais quanto os industrializados.

Claro que se você tem diabetes ou outra doença qualquer para o que o médico restringiu o uso de açúcar você não vai trocar o adoçante artificial por açúcar (qualquer tipo) sem antes conversar com seu médico.

Importante: a “fatalidade” não é certa, mas consuma adoçantes com moderação

É fundamental ressaltar que o estudo não é 100% conclusivo e foi realizado em ratos. Não significa dizer que a simples ingestão de adoçantes artificiais irá desenvolver a intolerância glicose em qualquer pessoa, e existem situações em que os adoçantes são recomendados, como no caso do diabetes.

Por outro lado, pessoas que não são exatamente “obrigadas” a consumirem adoçantes artificiais podem começar a considerar uma diminuição na ingestão desse tipo de substâncias, passando a consumir mais açúcares naturais, que podem ser muito mais saudáveis do que os adoçantes artificiais.

Nutricionistas alertam que os adoçantes artificiais costumam ser “viciantes”, pois acostumam o paladar e no final das contas a pessoa acaba sentindo uma necessidade cada vez maior de utilizar cada vez mais adoçantes.

A indicação dos especialistas é de que, se for o caso de se cortar o açúcar, que se corte tudo, acostumando o paladar com o gosto natural dos alimentos.

Por Marcos Chaves, colaborador do site Plano de Saude.

Gostou deste artigo? Agradeça divulgando:Tweet about this on Twitter0Share on Google+0Share on Facebook0

Jack

Blogueiro, criador do ConteAqui. Escrevo para trazer informação e entretenimento.

You may also like...

Tem algo a acrescentar? Compartilhe nos comentários.